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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Moreira de Acopiara - Canudos e a saga de Antônio Conselheiro

 





Ao recontar em setilhas de cordel a saga de Antônio Conselheiro e a resistência heroica dos sertanejos estabelecidos em Canudos, sertão da Bahia, ante as forças do exército brasileiro. Moreira de Acopiara presta um grande serviço à poesia popular que, em diferentes épocas, documentou o conflitos. Sua versão estabelece um diálogo vivo com a obra-prima de Euclides da Cunha. Os sertões, especialmente em sua terceira parte. A luta, e convida o leitor à reflexão. Confirma, ainda, uma faceta da literatura de cordel: a abordagem de um episódio histórico de um modo muito particular em um trabalho de grande vigor poético que se situa entre a literatura e a história.









sábado, 22 de fevereiro de 2020

Anúncios amorosos dos bichos, Almir Correia

Anúncios amorosos dos bichos, Almir Correia

A bicharada fez anúncios no jornal pra arrumar um novo amor... Quem será que a girafa quer como parceiro? E o vaga-lume? E a lesma? E a Joaninha da couve-flor? Tem até centopeia procurando grilo sapateiro e cobra buscando minhocão que use camisinha... Você quer conhecer essas divertidas escolhas amorosas?

Ver chover, Germán Machado, Fernando de La Iglesia

Ver chover, Germán Machado, Fernando de La Iglesia

Libertinagem, Estrela da Manhã, Manuel Bandeira

Libertinagem, Estrela da Manhã, Manuel Bandeira

Aqui, a poesia de Manuel Bandeira, afastando-se definitivamente de suas origens pós-simbolistas, alcança a maturidade pessoal, marcada por um lirismo moderno e, ao mesmo tempo, ligada às fontes da poesia da nossa língua.




segunda-feira, 22 de julho de 2019

Pablo Neruda - Neruda para jovens, bilíngue

#bilíngue #espanhol #Chile #poeta#poema #poesia #poética #lirica #livro #antologia

Toda poesia - Paulo Leminski


Paulo Leminski foi corajoso o bastante para se equilibrar entre duas enormes onstruções que rivalizavam na década de 1970, quando publicava seus primeiros versos: a poesia concreta, de feição mais erudita e superinformada, e a lírica que florescia entre os jovens de vinte e poucos anos da chamada “geração mimeógrafo”. Ao conciliar a rigidez da construção formal e o mais genuíno coloquialismo, o autor praticou ao longo de sua vida um jogo de gato e rato com leitores e críticos. Se por um lado tinha pleno conhecimento do que se produzira de melhor na poesia - do Ocidente e do Oriente -, por outro parecia comprazer-se em mostrar um “à vontade” que não raro beirava o improviso, dando um nó na cabeça dos mais conservadores. Pura artimanha de um poeta consciente e dotado das melhores ferramentas para escrever versos. Entre sua estreia na poesia, em 1976, e sua morte, em 1989, a poucos meses de completar 45 anos, Leminski iria ocupar uma zona fronteiriça única na poesia contemporânea brasileira, pela qual transitariam, de forma legítima ou como contrabando, o erudito e o pop, o ultraconcentrado e a matéria mais prosaica. Não à toa, um dos títulos mais felizes de sua bibliografia é Caprichos & relaxos: uma fórmula e um programa poético encapsulados com maestria. Este volume percorre, pela primeira vez, a trajetória poética completa do autor curitibano, mestre do verso lapidar e da astúcia. Livros hoje clássicos como Distraídos venceremos e La vie en close, além de raridades como Quarenta clics em Curitiba e versos já fora de catálogo estão agora novamente à disposição dos leitores, com inédito apuro editorial. O haikai, a poesia concreta, o poema-piada oswaldiano, o slogan e a canção - nada parece ter escapado ao “samurai malandro”, que demonstra, com beleza e vigor, por que tem sido um dos poetas brasileiros mais lidos e celebrados das últimas décadas. Com apresentação da poeta (e sua companheira por duas décadas) Alice Ruiz S, posfácio do crítico e compositor José Miguel Wisnik, e um apêndice que reúne textos de, entre outros, Caetano Veloso, Haroldo de Campos e Leyla Perrone-Moisés, Toda poesia é uma verdadeira aventura

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

ALICE RUIZ S - DOIS EM UM



A poeta paranaense é hoje uma figura pública, reverenciada por onde passa, ministrando suas oficinas poéticas ou apresentando seus poemas na companhia de cantoras populares. Sempre encantadora, a poeta seduz qualquer platéia com suas performances delicadas e com suas aulas inspiradas e motivadoras. Poucos fazem tanto, no Brasil de hoje, para cativar e formar o público para a sempre minoritária e difícil arte da poesia quanto Alice Ruiz S.(SARAIVA)