Ao recontar em setilhas de cordel a saga de Antônio Conselheiro e a resistência heroica dos sertanejos estabelecidos em Canudos, sertão da Bahia, ante as forças do exército brasileiro. Moreira de Acopiara presta um grande serviço à poesia popular que, em diferentes épocas, documentou o conflitos. Sua versão estabelece um diálogo vivo com a obra-prima de Euclides da Cunha. Os sertões, especialmente em sua terceira parte. A luta, e convida o leitor à reflexão. Confirma, ainda, uma faceta da literatura de cordel: a abordagem de um episódio histórico de um modo muito particular em um trabalho de grande vigor poético que se situa entre a literatura e a história.
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quarta-feira, 27 de outubro de 2021
sexta-feira, 17 de abril de 2020
O beija-flor e os jardins, Lalau e Laurabeatriz, contadora Marenildes
Poema contado pela Bibliotecária Marenildes, Biblioteca CEU Paulistano.
quinta-feira, 12 de março de 2020
sábado, 22 de fevereiro de 2020
Anúncios amorosos dos bichos, Almir Correia
Anúncios amorosos dos bichos, Almir Correia
A bicharada fez anúncios no jornal pra arrumar um novo amor... Quem será que a girafa quer como parceiro? E o vaga-lume? E a lesma? E a Joaninha da couve-flor? Tem até centopeia procurando grilo sapateiro e cobra buscando minhocão que use camisinha... Você quer conhecer essas divertidas escolhas amorosas?


A bicharada fez anúncios no jornal pra arrumar um novo amor... Quem será que a girafa quer como parceiro? E o vaga-lume? E a lesma? E a Joaninha da couve-flor? Tem até centopeia procurando grilo sapateiro e cobra buscando minhocão que use camisinha... Você quer conhecer essas divertidas escolhas amorosas?


Libertinagem, Estrela da Manhã, Manuel Bandeira
segunda-feira, 22 de julho de 2019
Toda poesia - Paulo Leminski

Paulo Leminski foi corajoso o bastante para se equilibrar entre duas enormes onstruções que rivalizavam na década de 1970, quando publicava seus primeiros versos: a poesia concreta, de feição mais erudita e superinformada, e a lírica que florescia entre os jovens de vinte e poucos anos da chamada “geração mimeógrafo”. Ao conciliar a rigidez da construção formal e o mais genuíno coloquialismo, o autor praticou ao longo de sua vida um jogo de gato e rato com leitores e críticos. Se por um lado tinha pleno conhecimento do que se produzira de melhor na poesia - do Ocidente e do Oriente -, por outro parecia comprazer-se em mostrar um “à vontade” que não raro beirava o improviso, dando um nó na cabeça dos mais conservadores. Pura artimanha de um poeta consciente e dotado das melhores ferramentas para escrever versos. Entre sua estreia na poesia, em 1976, e sua morte, em 1989, a poucos meses de completar 45 anos, Leminski iria ocupar uma zona fronteiriça única na poesia contemporânea brasileira, pela qual transitariam, de forma legítima ou como contrabando, o erudito e o pop, o ultraconcentrado e a matéria mais prosaica. Não à toa, um dos títulos mais felizes de sua bibliografia é Caprichos & relaxos: uma fórmula e um programa poético encapsulados com maestria. Este volume percorre, pela primeira vez, a trajetória poética completa do autor curitibano, mestre do verso lapidar e da astúcia. Livros hoje clássicos como Distraídos venceremos e La vie en close, além de raridades como Quarenta clics em Curitiba e versos já fora de catálogo estão agora novamente à disposição dos leitores, com inédito apuro editorial. O haikai, a poesia concreta, o poema-piada oswaldiano, o slogan e a canção - nada parece ter escapado ao “samurai malandro”, que demonstra, com beleza e vigor, por que tem sido um dos poetas brasileiros mais lidos e celebrados das últimas décadas. Com apresentação da poeta (e sua companheira por duas décadas) Alice Ruiz S, posfácio do crítico e compositor José Miguel Wisnik, e um apêndice que reúne textos de, entre outros, Caetano Veloso, Haroldo de Campos e Leyla Perrone-Moisés, Toda poesia é uma verdadeira aventura
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
ALICE RUIZ S - DOIS EM UM

A poeta paranaense é hoje uma figura pública, reverenciada por onde passa, ministrando suas oficinas poéticas ou apresentando seus poemas na companhia de cantoras populares. Sempre encantadora, a poeta seduz qualquer platéia com suas performances delicadas e com suas aulas inspiradas e motivadoras. Poucos fazem tanto, no Brasil de hoje, para cativar e formar o público para a sempre minoritária e difícil arte da poesia quanto Alice Ruiz S.(SARAIVA)
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