segunda-feira, 22 de julho de 2019

Toda poesia - Paulo Leminski


Paulo Leminski foi corajoso o bastante para se equilibrar entre duas enormes onstruções que rivalizavam na década de 1970, quando publicava seus primeiros versos: a poesia concreta, de feição mais erudita e superinformada, e a lírica que florescia entre os jovens de vinte e poucos anos da chamada “geração mimeógrafo”. Ao conciliar a rigidez da construção formal e o mais genuíno coloquialismo, o autor praticou ao longo de sua vida um jogo de gato e rato com leitores e críticos. Se por um lado tinha pleno conhecimento do que se produzira de melhor na poesia - do Ocidente e do Oriente -, por outro parecia comprazer-se em mostrar um “à vontade” que não raro beirava o improviso, dando um nó na cabeça dos mais conservadores. Pura artimanha de um poeta consciente e dotado das melhores ferramentas para escrever versos. Entre sua estreia na poesia, em 1976, e sua morte, em 1989, a poucos meses de completar 45 anos, Leminski iria ocupar uma zona fronteiriça única na poesia contemporânea brasileira, pela qual transitariam, de forma legítima ou como contrabando, o erudito e o pop, o ultraconcentrado e a matéria mais prosaica. Não à toa, um dos títulos mais felizes de sua bibliografia é Caprichos & relaxos: uma fórmula e um programa poético encapsulados com maestria. Este volume percorre, pela primeira vez, a trajetória poética completa do autor curitibano, mestre do verso lapidar e da astúcia. Livros hoje clássicos como Distraídos venceremos e La vie en close, além de raridades como Quarenta clics em Curitiba e versos já fora de catálogo estão agora novamente à disposição dos leitores, com inédito apuro editorial. O haikai, a poesia concreta, o poema-piada oswaldiano, o slogan e a canção - nada parece ter escapado ao “samurai malandro”, que demonstra, com beleza e vigor, por que tem sido um dos poetas brasileiros mais lidos e celebrados das últimas décadas. Com apresentação da poeta (e sua companheira por duas décadas) Alice Ruiz S, posfácio do crítico e compositor José Miguel Wisnik, e um apêndice que reúne textos de, entre outros, Caetano Veloso, Haroldo de Campos e Leyla Perrone-Moisés, Toda poesia é uma verdadeira aventura

Haicais tropicais - vários autores


No ano em que se comemoram os 110 anos da imigração japonesa no Brasil, Haicais tropicais reúne vinte autores brasileiros e convida o leitor a conhecer o poema oriental de três versos que trata de temas como a passagem do tempo, a natureza, as estações do ano e o espírito humano. Pequeno poema de origem japonesa, o haicai chegou ao Brasil no início do século XX e aqui trilhou sua própria história. Há mais de trinta anos, o poeta e pesquisador Rodolfo Witzig Guttilla faz um brilhante trabalho arqueológico ― que inclui desde a consulta a edições raras a entrevistas com autores ― para reconstituir esse percurso e mapear nossos haicaístas. Um dos frutos dessa pesquisa é Haicais tropicais, antologia com vinte poetas brasileiros que tiveram contato com a prática ― seja criando ou traduzindo haicais ― e contribuíram para sua difusão. São nomes consagrados, como Paulo Mendes Campos, Mario Quintana e Manoel de Barros, inusitados ou pouco lembrados de nosso cânone, como Sérgio Milliet e Austen Amaro, e contemporâneos, como Alice Ruiz S e Régis Bonvicino. Muitos deles ainda estão na ativa e renovam o gênero com frescor e originalidade, provando que o poema japonês de três versos permanece atual.Com mais de uma centena de tercetos, além de uma introdução sobre o histórico do haicai e biografias dos autores selecionados, este é um convite para conhecer a tradição poética japonesa em sua melhor roupagem tropical. “Uma leitura obrigatória para quem gosta de haicais e para quem ainda não sabe que gosta. Para poetas e não poetas. Para quem escreve e para quem quer aprender a escrever. Para todos os que procuram a surpresa e a essência da vida.” ― José Eduardo Agualusa

A menina e o vento e outras peças - Maria Clara Machado


Em A menina e o Vento (1962), Maria, entediada com as chatas lições da tia, acaba se envolvendo com um ser mítico, o Vento “em carne e osso”, numa história fantástica. Também neste volume: Maroquinhas Fru-Fru (1961), Maria Minhoca (1967) e A Gata Borralheira (1962).

A parte que falta - Shel Silverstein



Neste clássico da literatura infantil relançado pela Companhia das Letrinhas, acompanhamos a busca por completude e refletimos sobre relacionamentos com a poesia singela de Shel Silverstein. O protagonista desta história é um ser circular que visivelmente não está completo: falta-lhe uma parte. E ele acredita que existe pelo mundo uma forma que vai completá-lo perfeitamente e que, quando estiver completo, vai se sentir feliz de vez. Então ele parte animado em uma jornada em busca de sua parte que falta. Mas, ao explorar o mundo, talvez perceba que a verdadeira felicidade não está no outro, mas dentro de nós mesmos. Neste livro, leitores de todas as idades vão se deparar com questionamentos sobre o que é o amor e quanto dependemos de um relacionamento ou parceira para nos sentirmos plenamente felizes. "Eu quero dar esse livro para todas as pessoas que eu conheço.” ― Jout Jout

Diário de Blumka - Iwona Chmielewska


Blumka, a autora deste diário, vive na grande casa, junto com o Doutor Korczak, a Senhora Stefa e 200 crianças órfãs judias. Zygmus, que devolveu a liberdade a um peixe; Reginka, que enchia de luz as noites mais escuras com suas histórias; Pola, que decidiu cultivar uma ervilha em seu próprio ouvido; Chaim, que foi a júri por destruir um formigueiro; o pequeno Pedrinha, que ajudou a descarregar a carroça de carvão com seu penico... Blumka escreve sobre todos em seu diário, e, quando lhe faltam palavras, ela desenha. Até o dia em que a Guerra começa... e o diário é interrompido. Mas sua história fica registrada para sempre... O Pulo do Gato: o leitor é ternamente surpreendido ao conhecer um pouco da vida das crianças do orfanato e a “pedagogia da alegria” do doutor Korczak, centrada no amor, na compreensão, na solidariedade e no respeito à infância. Texto e imagem, realidade e ficção se entremeiam para dar um rosto e uma individualidade a cada criança, cujo trágico destino atualmente só é lembrado por meio de uma inscrição em metal em um bloco de granito.
#blumka #korczak 
#diariodeblumka #diary 
#blumkastagebuch #orfanato#educação #guerra #Polonia

A troca - Bia Hetzel


“Quanto vale um baú cheio de ouro?” Com esta pergunta tem início uma narrativa surpreendente, na qual uma troca leva a outra, fazendo com que a história pareça não ter fim e o mundo fique “meio de cabeça para baixo”. E que criança não gosta disso? Que criança resiste ao exercício da velha e boa arte da troca? Que criança não se encanta com aquela dúvida que surge de repente onde antes parecia reinar uma verdade absoluta? Esse livro, que constrói e destrói valores como uma divertida brincadeira, conquista o pequeno leitor já na primeira frase, ao mesmo tempo em que revela, página após página, que todos os valores são sociais, construídos e relativos.


Olhe para mim - Ed Franck, Kris Nauwelaerts


Kitoko foi adotado. Sua nova mãe está grávida e ele se pergunta se continuará a ser amado depois que sua irmãzinha nascer. Enquanto espera pela mãe, Kitoko adormece e sonha com a África, continente onde nasceu. Em sonhos, reencontra a irmã biológica, e relembra tudo o que aconteceu com sua primeira família... agora o futuro o espera, terá uma nova irmã a quem irá amar e construir uma nova história.

Art Spiegelman - MAUS - historia completa



Maus ("rato", em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O Livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. FOi publicado em duas partes, a primeira em 1986 e a segunda em 1991. NO ano seguinte, o livro ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer de literatura. A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. DEsde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas - história, literatura, artes e psicologia. EM nova tradução, o livro é agora relançado com as duas partes reunidas num só volume. Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. ESse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É Implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. DE vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável. "Maus é um livro que ninguém consegue largar. QUando os dois ratos falam de amor, você se emociona; quando eles sofrem, você chora." - Umberto Eco "Um triunfo modesto, emocionante e simples - impossível descrevê-lo com precisão. IMpossível realizá-lo em qualquer outro meio que não os quadrinhos." - Washington Post "Uma história épica contada em minúsculos desenhos." - New York Times "Uma obra de arte brutalmente tocante." - Boston Globe "A narrativa mais comovente e incisiva já feita sobre o Holocausto." - Wall Street Journal "Maus é uma obra-prima. COmo todas as grandes histórias, diz mais sobre nós mesmos do que poderíamos imaginar." - The Guardian

quinta-feira, 13 de junho de 2019

A quase fantástica trupe Los Pâncreas - Companhia Bubiô Ficô Lô!



NO MÊS DO CIRCO

A quase fantástica trupe Los Pâncreas - Companhia Bubiô Ficô Lô!

16 de junho às 13h30

DOMINGÃO 
NO CEU JARDIM PAULISTANO 
Rua Aparecida do Taboado s/nº 





sábado, 8 de junho de 2019